mai
11

Medeski Martin & Wood – 20th Anniversary Tour (poster)

*Hey-Hee-Hi-Ho pra ir escutando desde já.

Há mais de 3 anos atrás, pouco depois de comprar um tablet pra ilustrações digitais, fiz um desenho utilizando uma ótima foto do MMW como base. Só por esporte.

John Medeski

John Medeski

Billy Martin

Billy Martin

Chris Wood

Chris Wood

 
E como não tinha achado o autor da foto, recentemente resolvi mandar um e-mail pro pessoal do site da banda, perguntando, pra que eu pudesse creditá-lo junto a meu trabalho.

Fotografia de Danny Clinch - MMW

Foto de Danny Clinch.

 
Me disseram que  gostaram do trabalho e pediram pra usá-lo em algum material dos caras.

Assim, numa correria de improviso, aquele velho layout que eu tinha feito só pra prática pessoal, com algumas alterações, virou um cartaz de verdade. E da turnê americana celebrando 20 anos do Medeski Martin & Wood! :)

Celebrating 20 Years of MMW

Outras imagens desse trabalho aqui.

 
Fiquei muito satisfeito em colaborar com algo pra essa que é uma de minhas bandas preferidas. E é sempre bom poder compensar por gigas de MP3 pirata já baixados ajudar a divulgar tão boa música.

Pra quem não conhece o som de eletrodomésticos descontrolados, trilhas de intensos mini-filmes sem começo/meio/fim, e moeção total desse trio, coloco aqui mais algumas coisas.

 
Clipe de Uninvisible:

 
Escutando umas coisas, dá pra acreditar que o Medeski tem mais de duas mãos, pra conseguir tocar piano, órgão, clavinet, mini-moog, daquele jeito e ao mesmo tempo…
Eis que para minha surpresa vejo um vídeo deles tocando Partido Alto:

Percussãozinha marota brasileira.

 
 
The Dropper ai vivo (eu sempre fico de cara com o homi moendo o clavinet a partir de 1:30):

 
Uma das coisas mais legais que a banda já fez foi o álbum “pra crianças” Let’s Go Everywhere. Então, se você tem filho, sobrinho, afilhado, bisneto, ou quer fazer uma doação para o Criança Esperança, esse álbum é o melhor presente.

Caso tenha marcado “não se aplica” para todas as questões acima, ainda sim não deixe de escutar. Pode ser um ótimo começo pra conhecer MMW.

 
E lembrar que já perdi uns dois shows deles aqui no Brasil nos últimos anos por puro bunda-molismo…
Mas pro próximo confirmo minha presença mais que barulhinho de urna eletrônica.
 

abr
09

Chá de fraldas

Tá rolando um baby boom em minha volta e toda hora alguém comenta do tal “chá de fralda”. Até arrepio.

Tudo bem sobre os outros significados da palavra “chá”.
Mas não consigo evitar uma imagem assim:
 

Chá de fraldas

 

Ô trem nojento.

 

fev
22

Charlie Hunter – fotos do show e um pouco de música

Era pra eu ter postado umas coisas nesse tempo, mas a tecnologia sempre me esfaqueia pelas costas.

Enquanto isso, pra não esquecer a senha do blog, vai umas fotos que tirei no show do Charlie Hunter aqui em BH, no Espaço 104, 7 de novembro do ano passado.

Não tenho fotografado coisas interessantes ultimamente. Essas aqui são as últimas que gostei.

Charlie Hunter

Charlie Hunter (curto muito a tatuagem do Pica-Pau, haha)

O show foi excelente!

O cara nasceu nos EUA e teve aulas com Joe Satriani. Morou em Paris por um tempo (o que explica os muitos títulos de músicas em Francês) e quando voltou, tocou guitarra e órgão na banda de Michael Franti. Esse você deve conhecer com Say Hey (I Love You), uma música que não sei a letra, mas soa como alguém feliz descascando um abacaxi.

Tem umas músicas com a Norah Jones também, nesse disco.

O negócio é que o homi toca com um instrumento customizado, de 7 cordas (antes eram 8). Mas não daquelas guitarras comuns entre metaleiros. É uma mistura de baixo com guitarra, com captadores divididos enviando para dois amplificadores separados o som de cada região de cordas. E é isso que ele faz:

Mói no baixo e guitarra ao mesmo tempo. Com um toque de órgão Hammond nos efeitos.

Só vendo. Porque é tipo:

Ki massa!

Nos vários álbuns já lançados a sonoridade varia bem. Jazz hora mais suave, hora bem nervoso, hora mais latino, ou mais funky, mais rock ou mesmo pop.

O Baboon Strenght (2008) e o Mistico (2007), são meus preferidos. Aconselho muito a procurar por esses.

Se gosta de Bob Marley & The Wailers, tem o o álbum Natty Dread todo regravado (de 1997). Muito bom!
Outro cover que ele fez e que ficou famoso foi o de Come As You Are, do Nirvana.

Pena que os vídeos que achei do show em BH estão com qualidade ruim. Mas dá o play, Maca! Pelo menos pra ver um pouco:

Os músicos que o acompanham costumam variar de acordo com o álbum.

Como os lançamentos de 2010 foram o Gentlemen, I Neglected to Inform You You Will Not Be Getting Paid (ótimo nome) e o Public Domain (só com músicas antigas, escolhidas pelo avô dele), o trompetista Mike Williams e o baterista Eric Kalb completaram a banda.

Mike Williams

Mike Williams (trompete baixo)

Eric Kalb

Eric Kalb (bateria)

Você pode escutar esses discos nos links lá em cima. Comprei os dois no dia, até porque acharia estranho sair de um show tão doido tendo gastado só os R$ 7,00 do ingresso.

Sentei colado na frente. Livre da movimentação de cabeçudos. O que é bom também para tirar fotos (ainda mais porque não tenho tele, né). E ali, com os sons dos amplis em cima do palco, da bateria e trompete direito na orellha, tudo tocado por músicos tão talentosos, é que você pensa:

Isso sim é som!!!

O entrosamento (powered by caretas e dancinhas) da banda é impressionante. O trompete teve uma presença mais pontual, mas o baterista era o verdadeiro batera moendo.

E o pessoal também é gente fina demais. Aproveitei pra tirar uma foto com uma cara de pão de queijo dormido:

Luciano Baêta e Charlie Hunter

Obrigado à fotógrafa de backup. ;)

Agora é só deixar o som rolando com essas 5 músicas (pena que no YouTube não tem algumas de minhas preferidas):

 

fev
08

Ilustração e bastidores.

Apresento-vos um retrato que fiz há uns meses atrás para presentear uma bela e nobre madame inapta a condução de veículos sobre duas rodas.
 

Mayot

clique para ampliar


 

detalhe rosto

detalhe blusa

Porquinho da Índia

 
Como a graça era não revelar o desenho antes da entrega, não pude contar com um estudo ensaiado em condições ideais de temperatura e pressão.
Então, sem mais modelo e sem moto desmanchada, usei as imagens abaixo:

 
 
1- Moto/Chassi

Nem pistas do autor, ou de onde saiu. Até achei no Google Images de novo, mas cai em um site com uns escritos em árabe e mil pop-ups pornôs pulando. Enfim…

Iron Horse

 
 
2 – Modelo de corpo

Tirada do site Sideview Inn (de um fotógrafo alemão).

SideView Inn

 
 
3 – Porquinho-da-Índia

Do site da Edith Cowan University

porquinhos

Exemplar com mini-cenouras no lugar dos dedos das patas traseiras.

 
 
4 – E a foto tirada por mim.

Sono + disparo surpresa.

Mayot

 
 
A ilustração é um exemplo de algo que fiz com base no assunto do post anterior.

Gosto muito de usar fotos como suporte para ilustrações. Me lembra como são ilustradas algumas pin-ups.

photo pin-up

uma das imagens do link acima

Mas a referência maior é o grande pintor/ilustrador americano, Norman Rockwell. Abaixo, estudos e resultados finais:

Norman Rockwell - The Runaway

The Runaway (1958)

Norman Rockwell - Tattoo Artist

Tattoo Artist (1944)

 
Sim, o cara moía.
Tem mais no site PDN Photo of the Day e no livro Norman Rockwell: Behind the Camera. Só comprar e me emprestar!


 

fev
01

Remix – Parte 2: Imagens

Continuando o assunto do último post:

Banksy / Picasso

Frase atribuída a várias pessoas (nada estranho) e muito fácil de ser mal interpretada por maloqueiros.

 

Pra começar, eis um exemplo famoso (sem mencionar a mulher-do-pântano):

Obama / Hope

À esquerda, foto de Mannie Garcia pela agência AP e à direita, arte de Shepard Fairey

Antes de tudo ser acertado rolou um arranca-rabo sobre os direitos de imagem entre o fotógrafo Garcia, a agência AP (pela qual foi contratado como freelancer) e o Fairey, que inicialmente não deu créditos à foto e ainda afirmava que não era essa a usada como base.

Sobre o resultado final, é realmente é um trabalho único, mas não tem como negar que a fotografia tem seu papel ao já expressar boa parte da aura de “ao infinito e além” do Obamis (mais Buzz Lightyear que isso só a carinha do George Clooney, que estava ao lado).

Acredito que esse tipo de uso, em muitos casos nem geraria problemas, mas tem que se levar em conta a abrangência, importância e exposição mundial da campanha em questão.
Por fim, acabou que todos entraram em um acordo e o fotógrafo ainda acrescentou que a personalidade retratada é quem deveria ter os direitos de imagem. O que faz sentido também.

Shepard Fairey é sem dúvida um grande artista da atualidade, e como sua base é a arte de rua, faz assim como no rap, uso de muitos samples para compor seu trabalho e expor ideias da maneira mais impactante e objetiva possível. As causas sociais estão acima de qualquer lei. O que é muito legal. Mas as críticas que caem sobre ele, são sobre como, apesar de fazer seu trabalho usando o de outros, protegidos por copyright, Fairey impede e até processa quem quer que use suas imagens para gerar novas aplicações.

macaco indignadoAlém disso, não revela abertamente as fontes que utiliza.

 
Partindo agora para um caso muito recente:

Erasmo Carlos /Morlockk Dilemma

À esquerda ilustração de José Luiz Benício pra álbum do Erasmo Carlos de 1980. À direita, capa do álbum Circus Maximus do MC alemão Morlockk Dilemma, a ser lançado em fevereiro agora.

Como disse à Folha o ilustrador brasileiro (aliás, um grande nome):

“(…) ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma, só mudou a cabeça do cara.”

Mas não vamos julgar. Vai ver essa era a referência:

Face in Hole

 

No site You Thought We Wouldn’t Notice são publicadas por usuários, acusações de apropriações indevidas de seus trabalhos.
Lá se vê muita cópia descarada, mas como é bem difícil dizer até que ponto as apropriações são sensatas, ou o que pode ser apenas semelhança, nota-se muita tempestade em copo d’água também.

Falando nisso, com a divulgação do logo das Olimpíadas no Rio, passou-se a apontar um suposto plágio, como mostra a figura:

plagio logo rio 2016

Rio 2016 / Telluride Foundation / Quadro "A Dança (I)" de Henri Matisse

 
Beleza! Se ninguém mais pode fazer ciranda, que acabem logo com essa putaria:
 

A Dança Acabada

"a Ku a Ru"?

 
E cada vez mais vemos adaptações de ideias da internet pra TV, principalmente em comerciais e clipes musicais.

Um vídeo que ficou muito famoso foi esse da Diesel, com filmes pornôs censurados por desenhos toscos (link do Vimeo, pra quando o YouTube tirar do ar):

De fato, só adaptaram uma ideia antiga (que já é em si um remix) de fóruns e blogs da web. Algo conhecido como “make porn not porn“, ou o que você encontra no site Porn Safe For Work.

Make Porn Not Porn

clique para aumentar: 8===D

 
O clip de We Are Your Friends do Justice vs. Simian fez basicamente a mesma coisa. Recria quase com exatidão fotos que rodam a internet, de pessoas bêbadas, sacaneadas por amigos:

Bêbados

bons exemplos: beberam e não dirigiram

Há de se convir que combinou com a música:

 
São adaptações malandras, mas que pelo menos levam as ideias a outro nível, público e contexto.

Ainda falando de internet, quando as referências ou mesmo os remixes se perdem nesse limbo, é um problema. Fica difícil traçar paralelos, dar créditos, saber fontes ou mesmo se o que você vê, não é de fato, genuíno.

Good-bye, Testicles

Dá até pra acreditar que não é uma montagem. Afinal, tem muito livro bizarro por aí (ex.: 1, 2 e 3).

“Batimã” Feira da Fruta é um exemplo clássico de remix que rodou por anos sem ninguém saber a origem. Para alguns podia parecer mais um vídeo de internet estilo Tela Class, mas foi mesmo feito em 1981 por Fernando Pettinati (Batman) e Antonio Carlos Camano (Robin), em um videocassete, quando nem vendiam tal aparelho tecnológico no Brasil.

Nessa linha de reedição não tem como esquecer de Kung Pow. Apesar de existirem outros bons e mais antigos, é dos filmes que mais contaminam o cotidiano com citações (depois de assistir umas 10 vezes com amigos). E o Sealab 2021, que é um ótimo exemplo na animação. Frisando pra quem não viu, que funcionam melhor com a dublagem brasileira.

Esses são remixes mais do que óbvios, onde a graça está justamente na comparação com o material original, mesmo que presente só em estilo (logicamente funciona melhor em paródias e sátiras):

Johann Neo Cubaism

São dos tipos em que mais gosto de trabalhar, juntamente com os remixes mais homogêneos.

Gosto muito de toda a diversidade, releitura de pérolas (ou clássicos esquecidos), reformulação de ideias não valorizadas previamente, homenagens, trabalhos colaborativos, Creative Commons e tudo mais. E sou um fã de colagens. Mas sempre vemos os casos nos quais pegam muita carona, não ajudam na gasolina e ainda descem um quarteirão antes pra parecer que foram sozinhos (quando não clonam o veículo).

E essa ideia de apropriação visando unicamente vantagem e méritos próprios não é muito anormal em agências de publicidade e escritórios de design. Eu mesmo já tive que escutar: – É pra seguir a “referência”. Olha lá! A cor do fundo não é essa. Só faz igual!
Aí, rezam pra ninguém notar.

profissionais criativos

"Profissionais criativos" dando a mínima para o copyright alheio.


 
 

Notificação pra eles:
you have angered iggy pop chest

Até!
 

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